sábado, 12 de abril de 2008

Quem são os After Chaos?


After Chaos é o nome de um projecto recente iniciado por um ilustre desconhecido no ano de 2006.
Da pouca informação que existe, sabe-se que R. Talhadas, baixista dos Pratyahara, inicia esta aventura para extravasar a criatividade noutra direcção. O resultado são quatro temas, ainda em versão demo, encaminhados para uma sonoridade envolvente onde a melodia é a matriz orientadora. Riffs divididos na cadência de um compasso em contratempo e um baixo bem presente a fazer lembrar o legado tooliano. Muito bom gosto e muito boas referências de uma banda que ainda não revelou todo o seu potencial.

A R.Talhadas (voz, baixo, guitarra, teclas e bateria) juntou-se outro membro, Ricardo Menezes (voz e guitarra).
Brevemente, segundo informação disponível no myspace dos After Chaos, serão adicionadas as versões finais dos temas já com voz.

visitar:
www.myspace.com/afterchaos

Ahoora: metal made in Irão


Os iranianos Ahoora vão editar, pela britânica Real2can records, o álbum homónimo gravado em 2006.
Depois de dois anos sem conseguirem uma editora que trabalhasse com eles e depois de várias obstáculos no país natal, o primeiro álbum vai ser lançado com distribuição mundial.
Para além de "Ahoora", têm também gravado "All in Blood With You" de 2007, ainda sem selo.

Os Ahoora fazem um metal competente que nos remete imediatamente para Iced Earth. Em alguns momentos é difícil não pensar em Jon Schaffer e nos seus riffs ultra-rápidos aos quais os iranianos não são indiferentes. De qualquer maneira não se pode dizer que sejam uma cópia dos norte-americanos, mas não há dúvida que os tomam como referência. São dotados de uma técnica e de uma capacidade de composição que lhes permite alguma diferenciação.

Desde 2001, ano de fundação, procuram um espaço no cenário musical repressivo iraniano. Depois da autorização dada pelo ministro da cultura (obrigatório a qualquer músico que queira trabalhar), compuseram alguns temas para apresentarem ao vivo. Na altura o set era repartido entre temas originais e versões de Metallica, Maiden, Sabbath e maioritariamente Iced Earth. Das primeiras datas marcadas, no mesmo espaço, em duas noites seguidas, apenas uma foi concretizada. O segundo dia foi cancelado pelas autoridades que o acharam inconveniente numa altura em que faltava uma semana para a eleição do presidente. Ainda assim, fizeram história, foram a primeira banda de metal no Irão que tocou ao vivo com voz. Dos poucos concertos de metal realizados no Irão, as bandas apenas eram autorizadas a tocar o instrumental.
Depois de vários concertos adiados e de algumas promessas para tocar no estrangeiro, que não aconteceram devido à politica severa no que toca a saídas do país, vêem nesta oportunidade a esperança de uma internacionalização.

Ahoora:
www.ahoora-band.com
www.myspace.com/ahooraband

terça-feira, 1 de abril de 2008

Soap and Skin



Uns acham que é pequena de idade e de tamanho. Outros comentam que uiva que nem um cão nos concertos. As franjas quase tapam os seus olhos fundos e inquietantes.
Começou a aprender tocar piano aos 6 anos e é filha de criadores de porcos. Uns anos mais tarde, nos seus ternos 13 anos, pensava deixar as teclas brancas mas o pai aconselhou-a a perdurar por mais um ano. Pouco tempo passou e acabou por deslumbrar-se pelo seu seu novo amigo piano.
Podem ouvir a voz da encantadora Anja Plaschg, mais uma menina que sabe provocar audiências.

http://www.myspace.com/soapandskin

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A neblina dos Scaffold Bird



Em meados de Dezembro de 2007 surgem os Scaffold Bird, uma banda portuguesa de Torres Vedras. Cláudio Lousada dos Significance convida Ricardo Matias dos Spiral Motion, com a intenção de formar um projecto folk. As influências que os dois partilhavam eram demasiadamente semelhantes para não tentar fazê-lo. Contudo, apesar de partilharem as mesmas ideias, foi num ensaio que decidiram, afirma Ricardo Matias, "enveredar pra onde nos sentíamos mais à vontade, o rock experimental".
Daniel Silva é também convidado para se juntar aos Scaffold Bird, sendo já amigo e baterista de versões, acabou por ser logo a primeira opção de Cláudio e Ricardo.

Neste fim de semana encontram-se com o produtor Pedro Moreira a gravar dois temas que vão constar no álbum, ainda sem nome, no Lounge Recordings (Torres Vedras).
Numa conversa com Ricardo, o guitarrista comenta que "é quase preciso um tractor para chegar aos estúdios", no entanto "a paisagem é inspiradora para gravar".

Aconselho a visitarem o myspace dos SB todos os que gostam e apoiam música experimental, abastecida de guitarras que arrepiam.
Soft Rain inicia-se com melodias simples que se arrastam, convergindo a voz de Cláudio na mesma atmosfera.
Acredito que esta banda, ainda muito recente, vai-nos fazer viajar muito.

http://www.myspace.com/scaffoldbird

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Virgin Black | Requiem - Fortissimo


"With 'Requiem - Fortissimo', Australian's Virgin Black exhumes the classic doom vibe of Candlemass, Trouble and Paradise Lost. The band’s rawest
and heaviest album to date!" - End Records

Uma analogia às três fases de evolução é a trilogia que os australianos Virgin Black apresentam numa longa duração de música (2:30h), com os Requiems. Os álbuns dividem-se em Requiem - pianissimo, Requiem - mezzo forte e Requiem - fortissimo.
Não podemos dividi-los uns dos outros como se os considerássemos trabalhos individuais. Quase que posso afirmar que os três contam uma história epopeica passadas no céu, terra e inferno.
Pianissimo tenta-nos com a sensibilidade de uma mulher que se reserva no céu, com medo de intentar desejos carnais e, por isso, é no céu que o seu puritanismo é colocado à prova. Este Requiem chora a frustração de não ter conseguido ficar por mais tempo resguardada neste lugar seguro. Um anjo expele-a com a orquestra revoltada e vai para onde mais receava ir, a terra.
Ouve-se um pranto enternecedor de um homem viúvo que chora a mulher num Requiem - Mezzo Forte. O sofrimento do viúvo refoge-se na voz da mulher e nas memórias que tem dela. Está sozinho no funeral e o corpo da mulher está estendido dentro de um caixão. O tempo passa e nunca foi capaz de o enterrar. Acaba por viver na capela e expulsar todos os que lá iam orar. A distorção alastra-se em doom pela sala, movida pela sombra de um homem possesso.
Agora são guitarras que choram, violinos inferiorizados pela voz do cadáver e, por fim, várias vozes que marcham. Ela diz que não volta mais e ele é dono do inferno.
Fortissimo não tem piedade, está pronto para odiar com voz gutural.

No site da End Records podem reservar Requiem - Fortissimo (clicar aqui)

http://www.myspace.com/virginblackofficial

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Gnu

"Ainda que atormentado por desejos carnais, este animal da savana lisboeta sujeita-se à condição de herbívoro ruminante. Porém, mastiga sem medo urtigas e cactos, para regurgitar sempre algo de novo. Bovino orgulhosamente solitário, só recorre à manada por alturas do cio. Entretanto, desbrava caminhos sem se preocupar com o que esconde o próximo arbusto: rock de popa, electrónica do deserto, metal do inferno, uma fanfarra, o desconforto, um leão ou David Attenborough.

O Gnu alimenta-se também dos sons indigestos de Aavikko, Young Gods, Mr. Bungle, Daft Punk, Death From Above 1979, Dengue Fever, Soft Machine, Dick Dale, Peter Thomas, Jean Jacques Perrey, Oingo Boingo, Melt Banana, Robert Wyatt, John Zorn, Lounge Lizards, Raymond Scott, Air, T. Power, Lionrock e Napalm Death." - Gnu myspace

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Manifesto CAMPA



Submergiram nas areias movediças e, sem ninguém esperar, soltaram-se das amarras. Depois espirraram pó. Da expulsão solitária da Sra. Areia vaguearam sozinhos na floresta. Por fim, encontraram-se e, entre gritos, caras brancas e guitarras sujas, a floresta tornou-se deles. Mãos no ar invocaram espíritos, atropelos rápidos correram atrás deles. Um ritual? A CAMPA abriu-se.

Envolvidos em vários projectos, Álvaro Silveira (ex Negative Gain, 320 Monstros, Tigre Deficiente e outros mais) e Renato (Monogono, Goreganta Funda, Felattio) abraçam uma cumplicidade musical. Faltava uma coisa assim aqui. Na caixa secreta escondem trechos ambiciosos prestes a serem libertados. Dia de Finados, o primeiro álbum do duo, tem data prevista para Fevereiro do próximo ano. Ainda não se sabe se em CD, se em formato para download ou se num totalmente diferente e inovador.

"O imaginário CAMPA anda à volta das superstições populares portuguesas...os diabos, as igrejas, as rezas, o terço, as bruxas no ribeiro, as cruzes de pedra, o Padre com pata de bode, o carrapato , campa soa a uma manhã de nevoeiro em SAO CIPRIANO." - Álvaro Silveiro

http://www.myspace.com/universocampa